Aula de Nível 1: Classificação das Criaturas Mágicas

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Aula de Nível 1: Classificação das Criaturas Mágicas

Mensagem por Travis Bykov Spencer em Sex 12 Out - 12:13

A aula começaria logo pela manhã. A primeira aula do primeiro dia da semana. Eu realmente não gostaria de estar na pele daqueles alunos. Mas eles não poderiam ter muito do que reclamar. Trato das Criaturas Mágicas não era uma das piores aulas; ao menos eu não possuía o objetivo de fazê-la ser tediosa. Mas eu supunha que isso era mais do que simplesmente a minha vontade. De qualquer forma, era minha primeira aula no ano, eu ainda teria muitas outras coisas para me preocupar além daquilo.

Evitei demorar muito no Grande Salão, optando por simplesmente comer algo que, julgo eu, era ovo e pão; acompanhados de uma bela xícara de café, a qual eu mesmo precisei preparar, já que tal produto não costuma ser preparado em Hogwarts. Não até onde eu poderia saber. Desci das mesas dos professores, calado como deveria ser. A minha passagem pelo espaço entre as mesas dos alunos atraiu alguns olhares curiosos e, não se se foi impressão minha, até mesmo risadas bobas de alunas grifinas. Não era de se esperar menos do que esse tipo de reação, considerando que eu e minha irmã possuíamos uma aparência tão jovem quanto a de estudantes do último ano. Boa aparência e uma mente brilhante. É apenas isso que uma pessoa precisa para tornar-se bem-sucedida. Ou será que não?

Minhas roupas tipicamente trouxas (e um tanto despojadas) também contribuíram para mais olhares curiosos nos corredores do colégio. Logo que abri as portas do salão, dirigi-me para a parte exterior do castelo, permitindo que o vento gelado cortasse meus ossos. Não nevava, mas estava frio o suficiente, e isso era bom. Continuei a caminhar até o local onde seria a aula, eralizando um percurso que passaria próximo à Floresta Proibida. Alguns instantes depois, Dante saíra de lá, os pêlos extremamente alvos, exceto pela boca, onde agora segurava um pedaço de carne de um animal qualquer. Peguei o relógio de bolso e chequei as horas, ainda faltava algum tempo até que a aula começasse, mas continuei em frente, chegando ao espaço adequado para a aula. Um espaço arbóreo e até mesmo relaxante. Alguns bancos de madeira haviam sido preparados para o conforto dos alunos, que logo chegariam. Optei por subir em uma árvore e permanecer ali, sentado.

20 minutos após a miha chegada, notei dali de cima a movimentação do aglomerado de estudantes desanimados. Sem querer ter que pensar muito nisso, retirei o cordão que encontrava-se em meu pescoço e enrolei em minha mão, segurando-o firmemente, permitindo apenas que o pingente balançasse com o soprar do vento. Permaneci ali, extasiado, observando o objeto mover-se à minha frente, perdido em pensamentos. O que me despertou do devaneio foi o rosnar extremamente agressivo e ameaçador de Dante. Alguns alunos já encontravam-se ali, com medo do lobo branco. Eles não sabiam se tentavam se afastar cuidadosamente, ou olhavam para mim sobre a árvore, ou para o meu querido animal. Saltei do lugar onde estava e, com um breve aceno, ele voltou para o meu lado e acomodou-se em um canto qualquer. Os primeiros alunos – alguns da Corvinal e da Sonserina – sentaram nos bancos. Uns dois minutos após isso e o local já estava repleto de alunos do primeiro ano.


- Bom dia senhores e senhoritas. Espero que todos estejam bem e perdoem-me pelo comportamento do meu pequeno animal – meu tom de voz expressou a ironia na palavra “pequeno”, e provavelmente todos repararam isso. Permiti a mim mesmo um sorriso descontraído. Com as mãos no bolso da jaqueta, continuei a falar. – Eu sou Travis Spencer, sintam-se livres para se dirigirem a mim apenas como Travis. E este é o meu animal de estimação, Dante. O comportamenteo dele se deve ao fato de ser um lobo da montanha, logo, não está habituado a um numero tão grande de pessoas. Mas não se preocupe, eu o treinei bem o suficiente para que ele seja obediente... E mais perigoso do que muitas criaturas do mundo mágico. Mas, a não ser que vocês anseiem por isso, ele não irá machucá-los. M

Meu sorriso desta vez aumentou, revelando meus dentes brancos , contrastando com os olhos claros que pareciam até um pouco insanos. Alguns alunos pareciam ter medo, outros agiam naturalmente e até cochichavam a possibilidade de eu ser um bom professor. Algumas garotas ainda trocavam sorrisos e risadas abafadas. Continuei a aula, sacando a varinha em grande velocidade. Com um aceno da mesma para um ar, finas linhas brilhantes formaram-se no ar, de modo que se projetaram em uma espécie de tabela.

- O objetivo dessa aula é uma ordem do Miistério da Magia. Eles julgam que todos os bruxos em formação devem obter detalhes sobre os mais variados tipos de criaturas mágicas e a forma de se defender, ou como adestrá-los... Enfim, de como lidar com todos eles. Não posso dizer que discordo totalmente do objetivo do Ministério, mas também não sou muito adepto à ideia de tratar animais como simplesmaterial de estudo. Até porque, assim como nós, eles possuem sentimentos e alguns podem agir de modo diferente do habitual. Nunca vamos saber. Quem os garante que uma Acromântula não pode estar simplesmente protegendo seus futuros filhotes, ou se simplesmente não está com uma vontade boba de querer atacar um bruxo e bricnar com o mesmo antes de usá-lo como alimento? Bem, eu suponho que a melhor forma de conhecer os animais é convivendo com os mesmos, mas isso também é algo muito arriscado. Tudo ao seu tempo, vocês poderão ter suas próprias experiências no futuro e bem, eu darei o melhor de mim para contribuir nesta aula.

- Professor, o que é uma Acromântula?

- Atrás de você. – Respondi o aluno com um simples aceno da cabeça.

Apesar das palavras terem se dirigido a apenas um aluno, todos se viraram, curiosos e afobados, como eu já esperava. E todos se depararam com a imagem de uma aranha gigantesca, com seus oito olhos pertubadores, além dos quatro pares d epatas que se extendiam em uma longa envergadura. Os pêlos negros eriçados e o animal estava pronto para atacar, com suas presas movimentando-se. Gritos assustados acoaram e alguns alunos mais desesperados até tentaram correr. O animal giganteso, repentinamente, desapareceu e transformou-se em uma pequena esfera que emitia um brilho dourado no ar, enquanto um pouco de pó, também dourado, parecia orbitar em volta da bola.

- Isto é uma Acromântula, mas apenas uma projeção. As verdadeiras vivem escondidas em vegetações densas, escondidas de todo o mundo, saindo apenas para caçarem comida. Esse tamanho que representei é uma das menores que eu já tenha visto, então... Saibam que são criaturas magníficas e realmente amedrontadoras. O que nos leva ao assunto da aula. O Ministério definiu 5 níveis de “periculosidade” para as criaturas mágicas. A Acromântula, por exemplo, é uma das mais perigosas. De nível 5 – ou XXXXX –, enquadra-se em um grupo de animais que podem matar bruxos mais inexperientes com muita facilidade. Criaturas deste nível são indomáveis, apesar de já ter ouvido alguns boatos que possam con tradizer esta teoria. Mas bem, boatos são boatos. O que eu posso dizer é que vocês NUNCA vão querer se deparar com isso e muito menos deixá-lo irritado.

Acenei a varinha novamente, e a esfera, que até então permanecia girando, transformou-se em um Centauro. A projeção da criatura, meio-homem e meio-cavalo, possuía em suas mãos uma espécie de lança e bufava para os jovens, todos em pé, agora. Apesar de saberem que nada mais era que uma projeção, ainda pareciam assustados.

- Centauros por exemplo, fazem parte do nível 4 (XXXX). São criaturas que possuem um temperamento bem difícil de lidar. É necessário um conhecimento vasto e obviamente ser um perito, para que possa envolver-se com animais deste nível. Embora o Centauro não seja exatamente um animal, mas os mesmos gostam de se classificar como uma criatura mágica. Eles podem falar como a gente e desconfiam de tudo e todos que não sejam seres da mesma espécie. Apesar disso, são realmente inteligentes e possuem grandes conhecimentos.- Um aceno da varinha, e o animal se transformou. Dessa vez, uma ave aparentemente fofa, em um formato “gordinho” e de penas coloridas. – Isso é um Fiuum. Mais conhecidos do que vocês podemimaginar, pois muitos de vocês usam as penas do animal para escreverem em seus livros ou pergaminhos Mas poucos sabem disso. Enquadra-se no grupo 3 (XXX), ou seja, animais que exigem um mínimo considerável de competência para enfrentá-los. O Fiuum, apesar de parecer dócil e bonitinho, pode fazer um barulho irritante e ensurdecedor, capaz de levar o ser humano à loucura. O único modo de lidar com esse bicho é utilizando feitiços silenciadores.

Apesar do que eu disse, algumas garotas pareciam estar apaixonadas pela projeção do animal. Isso provavelmente se devia pela pena rosae chamativa. Já deveria esperar isso. Mas para estragar a surpresa das mesmas, a ave transformou-se em um bicho de 30 centímetros e de aparência feia.

– Gnomos. Para livrar-se deles, caso invadam seus ardins, precisam apenas deixá-los tontos e os arremessarem para longe. Uma atividade deveras divertida, para momentos de tédio. – Fiz a representação, utilizando a varinha para girar a projeção até ficar tonta e, por fim, arremessar-lhe por sobre as árvores. Os alunos riram. – Fazem parte do grupo 2 (XX), animais que não apresentam perigo, qualquer um pode lidar com eles, mas ainda assim podem machucar, caso não tomem cuidado. São criaturas facilmente domesticáveis. E por fim, temos os do nível 1 (X), ridiculamente tediosos. Tediosos o suficiente para não me deixar com vontade de projetar um deles para você. São criaturas que não apresentam nenhum perigo, a não ser que você realmente seja um péssimo bruxo.

Guardei a varinha e deixei a tabela com os dizeres flutuando no ar.

XXXXX - Mata bruxos/Impossível treinar ou domesticar
XXXX - Exige conhecimento especializado/Perigoso
XXX - Bruxo competente pode enfrentar
XX - Inofensivo/Pode ser domesticado
X - Tedioso


Os alunos fizeram suas anotações e após isto, mesma dissipou tão subitamente quanto surgiu. No final, nada mais havia a fazer além de lhes deixar os devidos exercícios.




- Acredito que por hoje seja isso. Façam os exercícios e, se precisarem tirar dúvidas, podem me achar por aqui. Gostaria de conhecê-los melhor, mas creio que isso não seja possível agora, então, até logo.

Com Dante me seguindo, fiz o percurso de volta para o colégio, conversando com alguns alunos mais curiosos, fosse sobre mim, sobre a aula, ou sobre meu lobo.


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Exercícios:
1) - Classificar, com as suas palavras, os diferentes níveis em que são classificados as criaturas mágicas.

2) - Para cada nível, quero o nome de criaturas que se encaixem nos mesmos. Um exemplo para cada grupo, com uma breve descrição do animal, e não podendo ser os mesmos apresentados na aula. Se preferirem, podem também trazer imagens.


Obs: A narrativa da aula precisa ter um mínimo de dez linhas, fazendo da forma como você achar melhor. Quanto mais detalhado, com imagens, falas, mais organização; mais pontos podem ser ganhos para a casa e para você mesmo.







Legenda:
Fala de alunos da Corvinal.
Fala de alunos da Grifinória.
Fala de alunos da Lufa-Lufa.
Fala de alunos da Sonserina.
Narração de Travis Bykov Spencer.
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Travis Bykov Spencer


Ficha do personagem
Nome: Travis
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Experiência (XP):
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